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Trabalho está mais caro em Portugal

O Índice de Custo do Trabalho aumentou 4,0% no 1.º trimestre de 2025, divulgou o INE, esta quarta-feira.

"No 1.º trimestre de 2025, o Índice de Custo do Trabalho (ICT) registou um acréscimo homólogo de 4,0%. No trimestre anterior, tinha aumentado 10,1%", pode ler-se no relatório do INE.

Tanto os custos salariais (por hora efetivamente trabalhada) como os outros custos (também por hora efetivamente trabalhada) aumentaram 4,0%, em relação ao mesmo período do ano anterior.

"A evolução homóloga do ICT resultou também da conjugação do acréscimo de 5,4% no custo médio por trabalhador e do acréscimo de 1,5% no número de horas efetivamente trabalhadas por trabalhador", pode ler-se.

Além disso, "o acréscimo do custo médio por trabalhador foi transversal a todas as atividades económicas, tendo os aumentos sido maiores na Administração Pública (5,8%) e menores nos Serviços (5,0%)".

"Todas as atividades apresentaram acréscimos menores do que os registados no trimestre anterior. As horas efetivamente trabalhadas por trabalhador aumentaram em todas as atividades económicas, com exceção dos Serviços, onde diminuíram 0,1%. O maior acréscimo foi observado na Administração Pública (3,1%) e o menor na Construção (0,5%). Em resultado destas variações, o ICT aumentou em todas as atividades económicas, tendo o maior acréscimo sido observado nos Serviços (5,1%)", é referido.

 

Quantas horas trabalham os portugueses?

Os portugueses trabalham 37,5 horas por semana, um valor que fica acima das 36 horas, em média, na União Europeia (UE), segundo dados do Eurostat divulgados esta quarta-feira.

"Em 2024, a média de horas semanais de trabalho para trabalhadores a tempo inteiro e parcial com idades entre 20 e 64 anos na UE, no seu emprego principal, foi de 36,0 horas, abaixo das 37,0 horas de 2014", pode ler-se no relatório.

O Eurostat nota que "um olhar mais atento" revela "diferenças notáveis" entre os vários países.

Em 2024, as semanas de trabalho mais longas registaram-se na Grécia (39,8 horas), Bulgária (39,0), Polônia (38,9) e Romênia (38,8).

Do lado oposto, os Países Baixos tiveram a semana de trabalho mais curta (32,1 horas), seguidos pela Dinamarca, Alemanha e Áustria (cada uma com 33,9).

Em Portugal, a semana de trabalho é de 37,5 horas, um valor que fica acima da média da UE.

 

Ademar Dias

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