Deputados socialistas eleitos pelo Algarve exigem reparação urgente do troço da EN2
Os deputados do Partido Socialista eleitos pelo Círculo Eleitoral de Faro exigem a intervenção urgente do Governo para a reparação da Estrada Nacional 2 (EN2), que se encontra interdita à circulação rodoviária ao quilómetro 710,5 devido a um problema no talude da plataforma da estrada, situação que se arrasta desde junho de 2025.
Numa pergunta dirigida ao Ministro das Infraestruturas e Habitação, os deputados Vítor Guerreiro e Luís Graça querem saber para quando está previsto o arranque da empreitada de estabilização do aterro na EN2 e a abertura da sua circulação ao trânsito.
Os parlamentares sublinham que a EN2, e este troço em particular, é essencial para quem vive e trabalha neste território do interior do Algarve, tendo o governo já, por diversas vezes, anunciado uma empreitada para reparação da via, através da Infraestruturas de Portugal. O próprio Ministro das Infraestruturas, numa visita ao concelho de São Brás de Alportel em outubro de 2025, prometia a conclusão da obra até ao final do primeiro semestre de 2026 – o que se afigura impraticável.
Uma vez que o início sempre iminente dos trabalhos não se concretizou até à data, os cidadãos mobilizaram-se e lançaram uma petição pública face à ausência de resposta do governo e de alternativas viáveis de circulação.
De facto, as vias municipais alternativas à EN2 não estão dimensionadas para o volume e tipo de tráfego que se verifica naquela zona, o que tem provocado danos significativos nestas vias e colocado em perigo quem nelas circula.
A demora na resolução do problema, sublinham os deputados, só agrava os riscos de isolamento de partes significativas dos concelhos de São Brás de Alportel e de Loulé, com o acesso das populações a serviços básicos e a deslocações seriamente comprometidos. Acresce que estão em causa zonas onde o envelhecimento da população é significativo, designadamente a residente na Serra do Caldeirão.
Os impactos fazem-se também sentir na economia local, no turismo e na ligação entre o interior e o litoral, agravando as assimetrias regionais.
Nesse sentido, e atendendo à relevância social e económica da EN2, os deputados do PS perguntam ao Governo quando vão começar efetivamente as obras e se estão a ser ponderadas soluções alternativas de circulação, ainda que de carácter temporário, que garantam no imediato a mobilidade e segurança das populações.
Pretendem ainda saber se o governo está disponível para comparticipar solidariamente na reparação das vias municipais danificadas pela utilização não adequada, motivada pelo corte da EN2.
Ademar Dias






