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Redução dos prémios de seguros atingiu 32%

Margarida Corrêa de Aguiar, Presidente da ASF - Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, revelou perante a Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República que as seguradoras portuguesas prescindiram de cerca de 7,6 milhões de euros de receitas para cumprir o decreto lei normalmente designado por moratórias de seguros em resultado da resposta à pandemia de Covid-19. A maior redução dos prémios deu-se no seguro automóvel e chegou a atingir 32% do valor devido pelos segurados devido a inatividade dos veículos e consequente redução do risco.

As declarações foram realizadas no âmbito das audições anuais aos supervisores do setor financeiro.

Segundo a presidente da ASF, até ao final de agosto, o regime de pagamento de prémio mais favorável significou uma poupança de 3,175 milhões de euros aos segurados, a maior parte respeitante a seguro automóvel. Também este ramo, em conjunto com o ramo incêndio e outros danos – que inclui os multirriscos – fez as companhias conceder quase 4 milhões de euros em prorrogação de pagamentos por 60 dias aos seguros obrigatórios. Esta medida teve impacto em 32% do total da carteira de seguros automóvel e de 29% do total da carteira Incêndio.

As reduções de prémio de seguro chegaram a atingir 32% do valor no caso de atividades suspensas ou com redução de atividade significativa, sendo que 97% dos casos que totalizaram 388 milhões de euros também se registaram no seguro automóvel.

O fracionamento dos prémios sem custos adicionais, igualmente com maior relevância no seguro automóvel, significou uma montante reduzido e deveu-se na sua maioria, e uma vez mais, a solicitações de segurados do ramo automóvel.

 

Ademar Dias

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