Faro: Inteligência Artificial na escrita e tradução em debate na Biblioteca Municipal
A Biblioteca Municipal de Faro António Ramos Rosa acolhe mais uma sessão do ciclo Encontros com Autores, desta vez com a presença de Tânia Ganho, sob o tema “Escrever e traduzir na era da Inteligência Artificial”. A iniciativa decorre no dia 20 de maio, entre as 16h30 e as 19h30, sendo de entrada livre para o público em geral. Paralelamente, será realizada uma Ação de Curta Duração destinada a professores, com inscrição através da plataforma do CFAE Ria Formosa.
Promovida pelo Centro de Formação Ria Formosa em parceria com o Município de Faro, esta sessão propõe uma conversa em torno do percurso literário e profissional da autora enquanto escritora e tradutora, destacando as transformações ocorridas ao longo dos últimos 25 anos e os desafios colocados pela crescente presença da Inteligência Artificial (IA) nos processos de escrita e tradução.
Para além do enquadramento teórico e reflexivo, a sessão incluirá exercícios práticos, nos quais os participantes serão convidados a explorar o uso da IA como ferramenta de apoio à escrita e à tradução. Será igualmente aberto espaço para a discussão do conceito de “autoficção”, tanto na obra da própria autora como em escritoras por si traduzidas, como Annie Ernaux, Leïla Slimani, Anaïs Nin ou Siri Hustvedt, entre outras.
Tânia Ganho dedica-se à tradução literária há mais de 25 anos, tendo traduzido autores como Amor Towles, Chimamanda Adichie, Elizabeth Strout, Hervé Le Tellier, Maya Angelou, Toni Morrison e Yukio Mishima, entre muitos outros. Enquanto autora, publicou vários romances, destacando-se A Mulher-Casa (Porto Editora, 2012) e Apneia (Casa das Letras, 2020; D. Quixote, 2024), obra semifinalista do Prémio Oceanos e finalista do Prémio Bertrand para Melhor Livro de Ficção Lusófona, com adaptação cinematográfica em desenvolvimento pela produtora UKBAR, com apoio do ICA. Publicou ainda o livro de memórias O Meu Pai Voava (D. Quixote, 2024), finalista do Pré-mio Bertrand para Melhor Livro de Não-Ficção, estando o seu novo romance Lobos (D. Quixote, 2025) distinguido com uma bolsa de criação literária da DGLAB/MC.
Ao longo da sua carreira, Tânia Ganho dinamizou clubes de leitura, oficinas de escrita e tradução, e participa regularmente em festivais literários. É ainda voluntária no Centro de Recuperação do Lobo Ibérico.
Créditos da imagem: CM Faro
Ademar Dias






