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Empresas portuguesas entre as que menos apostam na inovação na UE

Há cada vez mais empresas a apostarem na inovação. Entre 2016 e 2018, metade das empresas da União Europeia (UE) com, pelo menos, dez funcionários, apostou na inovação. E se a Estónia é líder no ranking do bloco comunitário, Portugal ocupa dos últimos lugares da tabela, em 21.º lugar.

De acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat, 50,3% das empresas da UE, com pelo menos dez colaboradores, relataram uma aposta na inovação no triénio 2016-2018. Trata-se de um ligeiro aumento face ao triénio anterior, isto é, entre 2014-2016 49,5% das empresas afirmavam fazê-lo.

A encabeçar a lista de Estados-membros cujas empresas mais apostam na inovação está a Estónia, com mais de sete em cada dez empresas a fazê-lo (73,1%), seguida pelo Chipre (68,2%), Bélgica e Alemanha (ambos com 67,8%). Ainda com um alto desempenho de inovação constam ainda o tecido empresarial italiano (63,2%), sueco (63,1%), austríaco (62,2%), finlandês (61,9%) e grego (60,3%). Todos estes países “com mais de 60% de empresas inovadoras”, salienta o gabinete de estatísticas europeu.

Quanto a Portugal, está quase no final da tabela, na 21.ª posição (isto contando com o Reino Unido, que no período analisado ainda fazia parte do bloco comunitário), ainda que à frente da vizinha Espanha. Nesse contexto, menos de 40% das empresas nacionais, com, pelo menos, dez funcionários apostam na inovação, das quais pouco mais de 10% revelam que apresentaram produtos novos no mercado.

Em contraciclo, no fim da tabela está a Roménia, com apenas 14,6% das empresas a inovarem, seguida pela Polónia (23,7%) e Hungria (28,3%). Dos 28 Estados-membros que agregam o bloco comunitário no triénio 2016-2018, estes três países revelam níveis de inovação inferiores a 30%.

O Eurostat salienta ainda que “nem toda a atividade de inovação está relacionada com o lançamento de produtos novos no mercado”. Nesse sentido, a inovação pode estar ligada a “processos de negócios inovadores ou outras questões (como novos métodos de produção, processamento de informações, marketing, distribuição, variedade ampliada da empresa, projetos de inovação ainda em andamento ou abandonados)”, exemplifica o gabinete de estatísticas. Assim, entre 2016-2018, 13,2% das empresas com dez ou mais colaboradores que agregam o bloco comunitário lançaram um ou mais produtos inovadores que eram novos no mercado. Entre os Estados-membros esta percentagem variou entre 24,8% na Finlândia e 2,9% na Roménia.

 

Ademar Dias

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